quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Corra do jeito certo

Especialistas apontam os sete erros mais comuns de quem curte correr. Saiba como evitá-los

1. Fugir dos exames: “O principal erro é começar a correr de qualquer jeito”, afirma o treinador Alexandre Maximiliano. O sedentário que começa e mesmo o corredor parado que volta deve passar pelos mesmos procedimentos.

2. Não variar o treino: o ganho de condicionamento é resultado da adaptação do corpo ao estresse imposto. Para que exista evolução, é preciso uma contínua carga de estresse e estímulo. “Sem variação não há evolução. Quem faz sempre o mesmo treino chega a um nível de condicionamento e ali fica”, explica o técnico Renato Dutra.

3. Não encarar os pontos fracos: é humana a preferência por atividade nas quais as pessoas se sentem mais confortáveis. Por isso, não são raros corredores que “cabulam” os treinos de velocidade porque não se saem bem neles, ou triatletas que por terem na natação sua pior disciplina só encaram a piscina uma vez por semana.

4. Não ter um objetivo ou ter um inatingível: sem um objetivo, o entusiasmo para treinar e competir acaba esmorecendo. “Não precisa ser uma competição. Pode ser um objetivo estético ou o ganho de saúde”, exemplifica a treinadora Cristina de Carvalho. “Tem muita gente que começa achando que vai ser igual ao (queniano) Paul Tergat, mas acaba desestimulada e desiste”, diz Alexandre Maximiliano.

5. Treinar e competir excessivamente: a virtude está no meio; tudo que é em excesso dura pouco. Treinar muito, sem respeitar os descansos necessários para a recuperação do corpo, pode trazer lesões, overtraining, queda de rendimento e desmotivação.

6. Insistir em correr lesionado: pequenas lesões fazem parte da vida de quem quer superar limites. O problema é não tratá-las corretamente ou voltar aos treinos antes que estejam curadas. O risco é agravar o quadro ou torná-lo crônico.

7. Largar muito forte: tanto faz se é uma prova ou um treino importante. Quem começa em um ritmo muito forte está arriscado a ficar com os músculos tão cheios de ácido lático que não chegará ao final.

Revista O2


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